Nas Sombras

Você é algo bom, uma coisa rara e pura
Que a maldade do mundo não consegue corromper,
que a frieza do escuro não consegue tocar.

Seus olhos brilham como sóis, Iluminam como mil estrelas,
e afastam o manto da maldade
que cobre toda essa cidade.

E vou indo por ruas e calçadas, andando por passarelas e estradas,
na intenção de achar a ponte que me leve até você.

Mas continuo a vagar,  sofrendo ao constatar
que por mais que eu me canse, o meu lugar sempre será
nas sombras.

Eu vejo uma parte da razão pela qual o mundo gira
Toda vez que paro e olho pra você,
toda vez que contemplo seu sonhar.

Mas sua figura se mistura Com a paisagem, tão difusa;
Porque não posso te tocar.
Por que não posso te tocar?

Talvez você não saiba, mas eu sempre estarei lá.
Lá, onde você não olha;
Lá, onde ninguém enxerga;
Nas sombras.

E continuo a vagar, sofrendo ao constatar
que por mais que eu me canse, o meu lugar sempre será
nas sombras.
Aqui, nas sombras.
de um amor que morreu ao nascer;
De um amor que você nunca vai conhecer.

6 comentários em “Nas Sombras”

    1. Oooie, Cleber! Brigada pela visita e pelo comentário! E humm, que coisa interessante, o que falou. Então quer dizer que só saiu das sombras após ter entrado nelas de maneira física? Isso soa como uma metáfora bem profunda, deveria escrever um texto sobre isso! Hahaha.

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